systemdjournalctl: consultar o diário do systemdudevEste capítulo descreve uma gama de problemas em potencial e suas soluções. Mesmo se a sua situação não esteja listada aqui com precisão, poderá haver alguma semelhante que ofereça dicas para a solução do seu problema.
O Linux reporta os dados de forma bastante detalhada. Há vários lugares para você pesquisar caso tenha problemas com seu sistema, sendo que a maioria é padrão para sistemas Linux em geral, e alguns relevantes aos sistemas SUSE Linux Enterprise Desktop. É possível ver a maioria dos arquivos de registro com o YaST ( › ).
O YaST permite coletar todas as informações do sistema necessárias à equipe de suporte. Use › e selecione a categoria do problema. Quando todas as informações forem reunidas, anexe-as à sua solicitação de suporte.
Veja a seguir uma lista dos arquivos de registro verificados com mais frequência com a descrição de seus objetivos principais. Os caminhos contendo ~ referem-se ao diretório pessoal do usuário atual.
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Arquivo de registro |
Descrição |
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Mensagens de aplicativos de área de trabalho atualmente em execução. |
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Arquivos de registro do AppArmor, consulte a Part “Confining Privileges with AppArmor”, Security Guide para obter informações detalhadas. |
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Arquivo de registro do Audit para monitorar qualquer acesso a arquivos, diretórios ou recursos do seu sistema, bem como rastrear as chamadas do sistema. Consulte a Part “The Linux Audit Framework”, Security Guide para obter as informações detalhadas. |
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Mensagens do sistema de correio. |
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Arquivo de registro do NetworkManager para coleta de problemas de conectividade da rede |
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Diretório contendo mensagens do registro de cliente e servidor do Samba. |
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Todas as mensagens do kernel e do daemon do registro do sistema com o nível “warning” ou superior. |
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Arquivo binário contendo registros de login de usuário para a sessão da máquina atual. Exiba-o com |
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Vários arquivos de registro de inicialização e tempo de execução do X Window System. São úteis para depurar inicializações malsucedidas do X. |
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Diretório contendo ações do YaST e seus resultados. |
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Arquivo de registro do Zypper. |
Além dos arquivos de registro, a sua máquina também lhe fornece informações sobre o sistema em execução. Consulte a Tabela 30.2: Informações do sistema no sistema de arquivos /proc.
/proc #|
Arquivo |
Descrição |
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Contém informações do processador, incluindo o seu tipo, marca, modelo e desempenho. |
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Mostra quais canais DMA estão sendo usados no momento. |
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Mostra quais interrupções estão em uso e quantas de cada foram usadas. |
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Exibe o status da memória de E/S (entrada/saída). |
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Mostra quais portas de E/S estão em uso no momento. |
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Exibe o status da memória. |
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Exibe os módulos individuais. |
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Exibe os dispositivos montados no momento. |
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Mostra o particionamento de todos os discos rígidos. |
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Exibe a versão atual do Linux. |
Além do sistema de arquivos /proc, o kernel do Linux exporta informações com o módulo sysfs, um sistema de arquivos na memória. Esse módulo representa objetos Kernel, seus atributos e relacionamentos. Para obter mais informações sobre o sysfs, consulte o contexto de udev no Capítulo 17, Gerenciamento dinâmico de dispositivos do Kernel com udev. A Tabela 30.3 contém uma visão geral dos diretórios mais comuns em /sys.
/sys #|
Arquivo |
Descrição |
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Contém subdiretórios para cada dispositivo de bloco descoberto no sistema. Geralmente, esses dispositivos são de tipo de disco. |
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Contém subdiretórios para cada tipo de barramento físico. |
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Contém subdiretórios agrupados como tipos funcionais de dispositivos (como gráficos, de rede, de impressora etc.) |
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Contém a hierarquia global de dispositivos. |
O Linux vem com várias ferramentas para monitoramento e análise do sistema. Consulte o Chapter 2, System Monitoring Utilities, System Analysis and Tuning Guide para obter uma seleção das mais importantes usadas em diagnósticos de sistema.
Cada um dos seguintes cenários começa com um cabeçalho que descreve o problema, seguido de um ou dois parágrafos apresentando sugestões para solução, referências disponíveis para consultar soluções mais detalhadas e referências cruzadas para outros cenários relacionados.
Problemas de instalação são situações que ocorrem quando a máquina falha na instalação. Ela pode falhar inteiramente ou talvez não consiga iniciar o instalador gráfico. Esta seção destaca alguns dos problemas típicos que você pode encontrar e oferece soluções ou alternativas possíveis para esses tipos de situações.
Se você tiver qualquer problema ao usar a mídia de instalação do SUSE Linux Enterprise Desktop, verifique a integridade da mídia. Inicialize da mídia e escolha no menu de boot. No sistema em execução, inicie o YaST e escolha › . Para verificar o meio do SUSE Linux Enterprise Desktop, insira-o na unidade e clique em na tela do YaST. Isso pode levar alguns minutos. Se forem detectados erros, não use esta mídia para instalação. Problemas de mídia podem ocorrer com o meio que você mesmo gravou. A gravação de mídia a baixa velocidade (4x) ajuda a evitar problemas.
Se o seu computador não contém uma unidade de DVD-ROM inicializável ou se a que você tem não é suportada pelo Linux, há várias opções para instalar sua máquina sem uma unidade de DVD interna:
Se for suportado pelo BIOS e pelo kernel de instalação, inicialize pelas unidades de DVD externas ou dispositivos de armazenamento USB. Consulte a Table “Boot Options”, Deployment Guide para obter instruções de como criar um dispositivo de armazenamento USB inicializável.
Se a máquina não tiver uma unidade de DVD, mas oferecer uma conexão Ethernet ativa, execute a instalação completamente baseada em rede. Consulte a Section “Remote Installation via VNC—PXE Boot and Wake on LAN”, Chapter 11, Remote Installation, Deployment Guide e a Section “Remote Installation via SSH—PXE Boot and Wake on LAN”, Chapter 11, Remote Installation, Deployment Guide para obter os detalhes.
O Linux suporta a maioria das unidades de DVD existentes. Mesmo que o sistema não tenha uma unidade de DVD, ainda será possível usar uma unidade de DVD externa, conectada por USB, FireWire ou SCSI, para inicializar o sistema. Isso depende principalmente da interação entre o BIOS e o hardware usado. Algumas vezes uma atualização do BIOS pode ajudar se você tiver problemas.
Ao instalar de um Live CD, também é possível criar um “disco flash Live USB” do qual inicializar.
Um motivo possível para a máquina não inicializar a mídia de instalação é uma configuração incorreta de sequência de boot no BIOS. A sequência de boot do BIOS deve ter uma unidade de DVD definida como a primeira entrada de boot. De outra forma, a máquina tentaria inicializar de outro meio, normalmente o disco rígido. Você encontra instruções de como mudar a sequência de boot do BIOS na documentação que acompanha sua placa-mãe, ou nos parágrafos a seguir.
O BIOS é o software que habilita as funções mais básicas de um computador. Fabricantes de placas-mãe fornecem um BIOS especificamente fabricado para o hardware. Normalmente, a configuração do BIOS só pode ser acessada em um momento específico: quando a máquina está inicializando. Durante a fase de inicialização, a máquina executa vários testes de diagnóstico de hardware. Um deles é uma verificação de memória, indicado por um contador de memória. Quando o contador aparecer, procure uma linha, geralmente abaixo dele ou em algum local na parte inferior, mencionando a tecla a ser pressionada para acessar a configuração do BIOS. Geralmente, a tecla a ser pressionada é Del, F1 ou Esc. Pressione esta tecla até que a tela de configuração do BIOS seja exibida.
Digite o BIOS usando a tecla apropriada conforme anunciada pelas rotinas de inicialização e espere até que a tela do BIOS seja exibida.
Para mudar a sequência de inicialização em um AWARD BIOS, procure a entrada . Outros fabricantes talvez tenham um nome diferente para isso, como . Quando encontrar a entrada, selecione-a e confirme com Enter.
Na tela exibida, procure uma subentrada denominada ou . Modifique as configurações pressionando PgUp ou PgDown até a unidade de DVD aparecer primeiro na lista.
Saia da tela de configuração do BIOS pressionando Esc. Para gravar as mudanças, selecione ou pressione F10. Para confirmar que as configurações devem ser gravadas, pressione Y.
Abra a configuração pressionando Ctrl–A.
Selecione . Os componentes de hardware conectados agora são exibidos.
Anote o ID do SCSI da sua unidade de DVD.
Saia do menu com Esc.
Abra . Em , selecione e pressione Enter.
Digite o ID da unidade de DVD e pressione Enter novamente.
Pressione Esc duas vezes para retornar à tela de inicialização do BIOS do SCSI.
Saia dessa tela e confirme com para inicializar o computador.
Independentemente do idioma e do layout do teclado que a instalação final usará, a maioria das configurações de BIOS usa o layout de teclado dos EUA, conforme mostrado na figura a seguir:
Alguns tipos de hardware, principalmente os muito antigos ou muito recentes, falham na instalação. Em muitos casos, isso pode ocorrer devido à ausência de suporte para esse tipo de hardware no kernel de instalação ou devido a alguma funcionalidade incluída no kernel, como a ACPI, que ainda causa problemas em alguns hardwares.
Se o seu sistema falhar na instalação usando o modo de padrão da primeira tela de boot da instalação, tente o seguinte:
Com o DVD ainda na unidade, reinicialize a máquina com Ctrl–Alt–Del ou usando o botão de reinicialização do hardware.
Quando a tela de boot for exibida, pressione F5, use as teclas de seta do teclado para navegar até e pressione Enter para iniciar o processo de boot e instalação. Essa opção desabilita o suporte para as técnicas de gerenciamento de energia da ACPI.
Prossiga com a instalação conforme descrito no Chapter 3, Installation with YaST, Deployment Guide.
Se isso falhar, proceda como acima, mas escolha . Essa opção desabilita o suporte de ACPI e DMA. A maioria dos hardwares inicializará com essa opção.
Se ambas as opções falharem, use o prompt das opções de boot para transmitir quaisquer parâmetros adicionais necessários para suportar esse tipo de hardware no kernel de instalação. Para obter mais informações sobre os parâmetros disponíveis como opções de boot, consulte a documentação do kernel localizada em /usr/src/linux/Documentation/kernel-parameters.txt.
Instale o pacote kernel-source para exibir a documentação do kernel.
Há vários outros parâmetros de kernel relacionados à ACPI que podem ser digitados no prompt de inicialização antes da inicialização para a instalação:
acpi=off
Esse parâmetro desabilita o subsistema completo da ACPI no seu computador. Isso poderá ser útil se o computador não puder lidar com a ACPI de modo algum ou se você achar que a ACPI no computador causa problemas.
acpi=force
Sempre habilite a ACPI mesmo que o computador tenha um BIOS antigo anterior ao ano 2000. Esse parâmetro também habilitará a ACPI se ele estiver definido além de acpi=off.
acpi=noirq
Não use a ACPI para roteamento de IRQ.
acpi=ht
Execute somente ACPI o suficiente para habilitar hyper-threading.
acpi=strict
Tenha menos tolerância com plataformas que não sejam estritamente compatíveis com a especificação ACPI.
pci=noacpi
Desabilita o roteamento de IRQ de PCI do novo sistema da ACPI.
pnpacpi=off
Essa opção serve para problemas de porta serial ou paralela quando a configuração do BIOS contiver interrupções ou portas incorretas.
notsc
Desabilita o contador da marcação de horário. Essa opção pode ser usada para solucionar problemas de tempo nos seus sistemas. Trata-se de um recurso recente, por isso, se você perceber regressões na sua máquina, especialmente relativas a horário ou mesmo um travamento total, vale a pena tentar essa opção.
nohz=off
Desabilita o recurso nohz. Se a sua máquina trava, essa opção pode ajudar. Caso contrário, ela não tem utilidade.
Após determinar a combinação correta de parâmetros, o YaST os grava automaticamente na configuração do carregador de boot para verificar se o sistema inicializará de forma correta na próxima vez.
Se erros inexplicáveis ocorrerem quando o kernel estiver carregado ou durante a instalação, selecione no menu de inicialização para verificar a memória. Se retornar um erro, geralmente será um erro de hardware.
Depois que você insere o meio na unidade e reinicializa a máquina, a tela de instalação é exibida, mas depois que a opção é selecionada, o instalador gráfico não inicializa.
Há várias maneiras de lidar com essa situação:
Tente selecionar outra resolução de tela para as caixas de diálogo de instalação.
Selecione para a instalação.
Faça uma instalação remota através de VNC usando o instalador gráfico.
Inicialize para a instalação.
Pressione F3 para abrir um menu do qual selecionar uma resolução mais baixa para fins de instalação.
Selecione e prossiga com a instalação conforme descrito no Chapter 3, Installation with YaST, Deployment Guide.
Inicialize para a instalação.
Pressione F3 e selecione .
Selecione e prossiga com a instalação conforme descrito no Chapter 3, Installation with YaST, Deployment Guide.
Inicialize para a instalação.
Insira o texto a seguir no prompt de opções de boot:
vnc=1 vncpassword=some_password
Substitua senha pela senha a ser usada para a instalação do VNC.
Selecione e pressione Enter para iniciar a instalação.
Em vez de iniciar com a rotina de instalação gráfica, o sistema continua em execução no modo de texto, depois trava, exibindo uma mensagem que contém o endereço IP e o número de porta com que o instalador pode ser acessado por uma interface de browser ou um aplicativo viewer do VNC.
Se estiver usando um browser para acessar o instalador, inicie o browser e digite as informações de endereço fornecidas pelas rotinas de instalação na futura máquina do SUSE Linux Enterprise Desktop e pressione Enter:
http://ip_address_of_machine:5801
Uma caixa de diálogo é aberta na janela do browser solicitando a senha VNC. Insira-a e continue com a instalação conforme descrito no Chapter 3, Installation with YaST, Deployment Guide.
A instalação através de VNC funciona com qualquer navegador em qualquer sistema operacional, desde que o suporte Java esteja habilitado.
Forneça o endereço IP e a senha do seu viewer do VNC quando solicitado. Uma janela é aberta, exibindo as caixas de diálogo de instalação. Prossiga com a instalação como de costume.
Você inseriu o meio na unidade, as rotinas do BIOS foram encerradas, mas o sistema não inicia com a tela de boot gráfica. Em vez disso, ele inicia uma interface baseada em texto bastante simples. Isso pode acontecer em qualquer máquina que não forneça memória gráfica suficiente para renderizar uma tela de boot gráfica.
Embora a tela de boot de texto tenha aparência simples, ela fornece praticamente a mesma funcionalidade que a gráfica:
Diferentemente da interface gráfica, as diversas opções de boot não podem ser selecionadas usando as teclas de cursor do teclado. O menu de inicialização da tela de boot em modo de texto oferece algumas palavras-chave no prompt de inicialização. Essas palavras-chave são mapeadas para as opções oferecidas na versão gráfica. Insira sua escolha e pressione Enter para iniciar o processo de boot.
Após selecionar uma opção de boot, insira a palavra-chave apropriada no prompt de boot ou insira algumas opções de boot personalizadas conforme descrito na Seção 30.2.4, “Falha na inicialização”. Para iniciar o processo de instalação, pressione Enter.
Use as teclas F para determinar a resolução de tela para a instalação. Se você precisa inicializar no modo de texto, escolha F3.
Problemas de boot são situações em que o sistema não é inicializado apropriadamente (não é inicializado no destino e na tela de login esperados).
Se o hardware estiver funcionando de forma adequada, é possível que o carregador de boot esteja corrompido e que o Linux não possa ser iniciado na máquina. Neste caso, é necessário consertar o carregador de boot. Para isso, é necessário iniciar o Sistema de Recuperação conforme descrito na Seção 30.6.2, “Usando o sistema de recuperação” e seguir as instruções na Seção 30.6.2.4, “Modificando e reinstalando o carregador de boot”.
Outros motivos para a máquina não inicializar podem estar relacionadas ao BIOS:
Verifique o BIOS para obter referências sobre o disco rígido. O GRUB 2 talvez não seja iniciado se o próprio disco rígido não for encontrado com as configurações atuais do BIOS.
Verifique se a ordem de inicialização do sistema inclui o disco rígido. Se a opção do disco rígido não tiver sido habilitada, o sistema talvez seja instalado de forma adequada, mas não seja inicializado quando o acesso ao disco rígido for necessário.
Isso costuma ocorrer após uma falha de atualização do kernel e é conhecido como pânico do kernel devido ao tipo de erro do console do sistema que às vezes se verifica no estágio final do processo. Se a máquina realmente tiver sido reinicializada após uma atualização de software, o objetivo imediato é reinicializá-la usando a versão antiga e segura do kernel do Linux e os arquivos associados. Isso pode ser feito na tela do carregador de boot GRUB 2 durante o processo de boot da seguinte forma:
Reinicialize o computador usando o botão de reinicialização ou desligue-o e ligue-o novamente.
Quando a tela de boot do GRUB 2 for exibida, selecione a entrada e escolha o kernel anterior no menu. A máquina será inicializada com a versão anterior do kernel e seus arquivos associados.
Após a conclusão do processo de boot, remova o kernel recém-instalado e, se necessário, defina a entrada de boot padrão como o kernel antigo usando o módulo do YaST. Para obter mais informações, consulte a Seção 13.3, “Configurando o carregador de boot com o YaST”. No entanto, isso talvez não seja necessário porque as ferramentas automatizadas de atualização normalmente o modificam durante o processo de rollback.
Reinicializar.
Se isso não resolver o problema, inicialize o computador usando a mídia de instalação. Após a inicialização da máquina, prossiga com o Passo 3.
Se a máquina ligar, mas não for inicializada no gerenciador de login gráfico, evite problemas com a opção de destino padrão do systemd ou com a configuração do X Window System. Para verificar o destino padrão atual do systemd, execute o comando sudo systemctl get-default. Se o valor retornado não for graphical.target, execute o comando sudo systemctl isolate graphical.target. Se a tela gráfica de login for iniciada, efetue login e inicie o › › (Gerenciador de Serviços) e defina o (Destino do Sistema Padrão) como (Interface Gráfica). De agora em diante, o sistema deverá ser inicializado na tela gráfica de login.
Se a tela gráfica de login não for iniciada mesmo depois de ter sido inicializada ou alternada para o destino gráfico, a área de trabalho ou o software do X Window provavelmente foi mal configurado ou estava corrompido. Examine os arquivos de registro em /var/log/Xorg.*.log para obter mensagens detalhadas do servidor X enquanto ele tenta iniciar. Se a área de trabalho falhar durante a inicialização, talvez ela registre mensagens de erro no diário do sistema que possam ser consultadas com o comando journalctl (leia o Capítulo 12, journalctl: consultar o diário do systemd para obter mais informações). Se essas mensagens de erro sugerirem um problema de configuração no servidor X, tente corrigi-lo. Se o sistema gráfico ainda não aparecer, reinstale a área de trabalho gráfica.
Se uma partição btrfs raiz for corrompida, tente as seguintes opções:
Monte a partição com a opção -o recovery.
Se isso não funcionar, execute btrfs-zero-log na partição raiz.
Problemas de login são aqueles em que sua máquina, de fato, é inicializada na tela de boas-vindas ou no prompt de login esperados, mas se recusa a aceitar o nome de usuário e a senha ou os aceita mas não se comporta apropriadamente (não inicia a área de trabalho gráfica, produz erros, passa para uma linha de comando, etc.).
Isso geralmente ocorre quando o sistema está configurado para usar autenticação de rede ou serviços de diretório e, por alguma razão, não é capaz de recuperar resultados de seus servidores configurados. O usuário root, como o único usuário local, é o único que ainda pode efetuar login nessas máquinas. A seguir estão alguns motivos comuns para uma máquina parecer funcional, mas não conseguir processar logins corretamente:
A rede não está funcionando. Para obter mais instruções sobre isso, consulte a Seção 30.5, “Problemas de rede”.
O DNS não está funcionando no momento (o que impede o GNOME de trabalhar e o sistema de efetuar solicitações válidas a servidores seguros). Uma indicação de que esse é o caso é que a máquina leva muito tempo para responder a qualquer ação. Há mais informações a respeito desse tópico na Seção 30.5, “Problemas de rede”.
Se o sistema estiver configurado para usar Kerberos, o horário local do sistema poderá ter ultrapassado a variação aceita com o horário do servidor Kerberos (geralmente 300 segundos). Se o NTP (protocolo de horário de rede) não estiver funcionando de forma adequada ou os servidores NTP locais não estiverem funcionando, a autenticação do Kerberos não funcionará pois depende da sincronização comum do relógio na rede.
A configuração de autenticação do sistema está definida incorretamente. Verifique se há erros de digitação ou ordem incorreta de diretivas nos arquivos de configuração PAM envolvidos. Para obter informações adicionais sobre o PAM e a sintaxe dos arquivos de configuração envolvidos, consulte o Chapter 2, Authentication with PAM, Security Guide.
A partição pessoal está criptografada. Há mais informações a respeito desse tópico na Seção 30.4.3, “Falha de login na partição pessoal criptografada”.
Em todos os casos que não envolvem problemas de rede externos, a solução é reinicializar o sistema em um modo de usuário único e reparar a configuração antes de inicializar novamente no modo de operação e tentar efetuar login novamente. Para inicializar no modo de usuário único:
Reinicialize o sistema. A tela de boot é exibida e apresenta um prompt.
Pressione Esc para sair da splash screen e entrar no menu baseado em texto do GRUB 2.
Pressione B para entrar no editor do GRUB 2.
Adicione o seguinte parâmetro à linha com os parâmetros do Kernel:
systemd.unit=rescue.target
Pressione F10.
Digite o nome de usuário e a senha de root.
Faça as mudanças necessárias.
Inicialize no modo completo multiusuário e de rede inserindo systemctl isolate graphical.target na linha de comando.
Esse é o um dos problemas mais comuns que os usuários podem encontrar, pois há vários motivos pelos quais isso pode ocorrer. Dependendo de você usar gerenciamento e autenticação de usuário local ou autenticação em rede, as falhas de login ocorrem por motivos diferentes.
O gerenciamento de usuário local pode falhar pelos seguintes motivos:
O usuário pode ter digitado a senha errada.
O diretório pessoal do usuário que contém arquivos de configuração da área de trabalho está corrompido ou protegido contra gravação.
Talvez haja problemas com o sistema X Window ao autenticar esse usuário específico, especialmente se o diretório pessoal do usuário tiver sido usado com outra distribuição do Linux antes da instalação da atual.
Para encontrar o motivo de uma falha de login local, proceda da seguinte maneira:
Verifique se o usuário memorizou a senha corretamente antes de começar a depurar todo o mecanismo de autenticação. Se o usuário não se lembrar da senha corretamente, use o módulo Gerenciamento de Usuário do YaST para mudar a senha dele. Fique atento à tecla Caps Lock e libere-a, se necessário.
Efetue login como root e consulte o diário do sistema com o comando journalctl -e para verificar se há mensagens de erro do processo de login e do PAM.
Tente efetuar login de um console (usando Ctrl–Alt–F1). Se esse procedimento for bem-sucedido, não será responsabilidade do PAM, pois é possível autenticar o usuário nessa máquina. Tente localizar quaisquer problemas com o X Window System ou com a área de trabalho do GNOME. Para obter mais informações, consulte a Seção 30.4.4, “Login bem-sucedido, mas há falha na área de trabalho do GNOME”.
Se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo Xauthority no diretório do usuário. Use um login de console por meio de Ctrl–Alt–F1 e execute o comando rm .Xauthority como esse usuário. Isso deve eliminar problemas de autenticação X para o usuário. Tente o login gráfico novamente.
Se não for possível iniciar a área de trabalho devido a arquivos de configuração corrompidos, continue na Seção 30.4.4, “Login bem-sucedido, mas há falha na área de trabalho do GNOME”.
Veja a seguir alguns motivos comuns pelos quais a autenticação em rede de um usuário específico pode falhar em uma máquina específica:
O usuário pode ter digitado a senha errada.
O nome de usuário existe nos arquivos de autenticação locais da máquina e também são fornecidos por um sistema de autenticação de rede, gerando conflitos.
O diretório pessoal existe mas está corrompido ou não disponível. Talvez ele esteja protegido contra gravação ou está em um servidor inacessível no momento.
O usuário não tem permissão para efetuar login neste host específico no sistema de autenticação.
A máquina mudou os nomes de host, por algum motivo, e o usuário não tem permissão para efetuar login nesse host.
A máquina não pode acessar o servidor de diretório ou o servidor de autenticação que contém as informações do usuário.
Talvez haja problemas com o sistema X Window ao autenticar esse usuário específico, especialmente se o diretório pessoal do usuário tiver sido usado com outra distribuição do Linux antes da instalação da atual.
Para localizar a causa das falhas de login com a autenticação de rede, proceda da seguinte maneira:
Verifique se o usuário memorizou a senha corretamente antes de começar a depurar todo o mecanismo de autenticação.
Determine o servidor de diretórios usado pela máquina para autenticação e verifique se ele está funcionando e se comunicando corretamente com as outras máquinas.
Determine se o nome e a senha do usuário funcionam em outras máquinas para verificar se os dados de autenticação existem e são distribuídos apropriadamente.
Verifique se outro usuário pode efetuar login na máquina com comportamento incorreto. Se outro usuário ou o usuário root puder efetuar login sem dificuldade, efetue login e examine o diário do sistema com o comando journalctl -e> arquivo. Localize as marcações de horário que correspondem às tentativas de login e determine se o PAM produziu alguma mensagem de erro.
Tente efetuar login de um console (usando Ctrl–Alt–F1). Se der certo, o problema não é do PAM ou do servidor de diretórios no qual o diretório pessoal do usuário está hospedado, pois é possível autenticar o usuário nessa máquina. Tente localizar quaisquer problemas com o X Window System ou com a área de trabalho do GNOME. Para obter mais informações, consulte a Seção 30.4.4, “Login bem-sucedido, mas há falha na área de trabalho do GNOME”.
Se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo Xauthority no diretório do usuário. Use um login de console por meio de Ctrl–Alt–F1 e execute o comando rm .Xauthority como esse usuário. Isso deve eliminar problemas de autenticação X para o usuário. Tente o login gráfico novamente.
Se não for possível iniciar a área de trabalho devido a arquivos de configuração corrompidos, continue na Seção 30.4.4, “Login bem-sucedido, mas há falha na área de trabalho do GNOME”.
Recomenda-se o uso de uma partição pessoal criptografada para laptops. Se você não puder efetuar login no seu laptop, o motivo geralmente é simples: a sua partição pode não estar desbloqueada.
Durante a inicialização, é necessário digitar a frase secreta para desbloquear a partição criptografada. Se você não a digitar, o processo de boot continuará, deixando a partição bloqueada.
Para desbloquear a partição criptografada, faça o seguinte:
Passe para o console de texto com Ctrl–Alt–F1.
Torne-se root.
Reinicie o processo de desbloqueio novamente com:
systemctl restart home.mount
Digite sua frase secreta para desbloquear a partição criptografada.
Saia do console de texto e volte para a tela de login com Alt–F7.
Efetue login como de costume.
Se esse for o caso, provavelmente os seus arquivos de configuração do GNOME se corromperam. Alguns sintomas podem incluir falha de funcionamento do teclado, a geometria da tela distorcida ou até mesmo a tela exibida como um campo cinza vazio. A distinção importante é que se outro usuário efetuar login, a máquina funcionará normalmente. Provavelmente o problema possa ser corrigido rapidamente com a transferência do diretório de configuração do GNOME do usuário para um novo local, o que faz a área de trabalho do GNOME inicializar um novo. Embora o usuário seja forçado a reconfigurar o GNOME, nenhum dado é perdido.
Alterne para um console de texto pressionando Ctrl–Alt–F1.
Efetue login com o seu nome de usuário.
Mova os diretórios de configuração do GNOME do usuário para um local temporário:
mv .gconf .gconf-ORIG-RECOVER mv .gnome2 .gnome2-ORIG-RECOVER
Efetue logout.
Efetue login novamente, mas não execute nenhum aplicativo.
Recupere seus dados individuais de configuração de aplicativo (inclusive os dados de cliente de e-mail do Evolution) copiando o diretório ~/gconf-ORIG-RECOVER/apps/ de volta para o novo diretório ~/.gconf da seguinte maneira:
cp -a .gconf-ORIG-RECOVER/apps .gconf/
Se isso causar os problemas de login, tente recuperar somente os dados de aplicativo críticos e reconfigure o restante dos aplicativos.
Quaisquer problemas do seu sistema podem estar relacionados à rede, mesmo que inicialmente não transmitam essa impressão. Por exemplo, o motivo para um sistema não permitir o login de usuários pode ser algum tipo de problema de rede. Esta seção apresenta uma lista de verificação simples que você pode aplicar para identificar a causa de qualquer problema de rede encontrado.
Ao verificar a conexão de rede da sua máquina, proceda da seguinte maneira:
Se você usa uma conexão Ethernet, verifique o hardware primeiro. Verifique se o cabo de rede está acoplado corretamente no computador e no roteador (ou hub etc.). As luzes de controle próximas ao seu conector Ethernet normalmente estão ativas.
Se a conexão falhar, verifique se o cabo de rede funciona com outra máquina. Se funcionar, a placa de rede será a causa da falha. Se houver hubs ou switches incluídos na configuração da sua rede, eles também podem estar com defeito.
Se estiver usando uma conexão sem fio, verifique se o link sem fio pode ser estabelecido por outras máquinas. Caso contrário, contate o administrador da rede wireless.
Após verificar sua conectividade de rede básica, tente descobrir qual serviço não está respondendo. Reúna as informações de endereço de todos os servidores de rede necessários na configuração. Procure-os no módulo YaST apropriado ou consulte o administrador de sistema. A lista a seguir fornece alguns dos servidores de rede típicos envolvidos em uma configuração junto com os sintomas de uma falha.
Um serviço de nomes inoperante ou defeituoso afeta a funcionalidade da rede de várias maneiras. Se a máquina local depender de quaisquer servidores de rede para autenticação e esses servidores não forem encontrados devido a problemas de resolução de nome, os usuários não poderão nem efetuar login. As máquinas na rede gerenciadas por um servidor de nomes com defeito não podem “ver” umas às outras nem se comunicar.
Um serviço NTP defeituoso ou totalmente inoperante pode afetar a funcionalidade do servidor X e a autenticação Kerberos.
Se qualquer aplicativo precisar de dados armazenados em um diretório NFS montado, ele não conseguirá iniciar nem funcionar corretamente se esse serviço estiver inoperante ou mal configurado. No pior cenário possível, a configuração da área de trabalho pessoal de um usuário não será exibida se o seu diretório pessoal que contém o subdiretório .gconf não for encontrado por causa de um servidor NFS defeituoso.
Se qualquer aplicativo precisar de dados armazenados em um diretório de um servidor Samba defeituoso, ele não conseguirá iniciar ou funcionar corretamente.
Se o sistema SUSE Linux Enterprise Desktop usar um servidor NIS defeituoso para fornecer os dados de usuários, os usuários não poderão efetuar login na máquina.
Se o sistema SUSE Linux Enterprise Desktop usar um servidor LDAP defeituoso para fornecer os dados de usuários, os usuários não poderão efetuar login na máquina.
A autenticação não funcionará e o login em qualquer máquina falhará.
Os usuários não conseguem imprimir.
Verifique se os servidores de rede estão em execução e se a configuração de rede permite estabelecer uma conexão:
O procedimento de depuração descrito abaixo aplica-se somente a uma configuração simples de servidor/cliente de rede que não envolva roteamento interno. Supõe-se que o servidor e o cliente integrem a mesma sub-rede sem necessidade de roteamento adicional.
Use ping endereço IP ou nome de host (substitua nome de host pelo nome de host do servidor) para verificar se cada um deles está ativo e respondendo à rede. Se esse comando for bem-sucedido, ele informará que o host que você estava procurando está em execução e o serviço de nomes da rede está configurado corretamente.
Se o ping falhar com destination host unreachable, o seu sistema ou o servidor desejado não está configurado de forma adequada ou está inoperante. Verifique se o sistema pode ser acessado com ping endereço IP ou nome_de_host de outra máquina. Se você obtiver êxito em acessar sua máquina de outra máquina, significará que o servidor não está sendo executado ou não está configurado corretamente.
Se o ping falhar com unknown host (host desconhecido), o serviço de nomes não foi configurado corretamente ou o nome de host usado estava incorreto. Para obter mais verificações sobre esse assunto, consulte o Passo 4.b. Se o ping ainda falhar, significará que a placa de rede não está configurada de forma correta ou o hardware de rede está defeituoso.
Use host nome de host para verificar se o nome de host do servidor ao qual você está tentando se conectar foi apropriadamente convertido em um endereço IP e vice-versa. Se esse comando retornar o endereço IP do host, significará que o serviço de nomes está funcionando. Se houver falha nesse comando host, verifique todos os arquivos de configuração de rede relacionados à resolução de nomes e de endereços no seu host:
/etc/resolv.conf
Este arquivo é usado para controlar o domínio e o servidor de nomes que você está usando no momento. Ele pode ser modificado manualmente ou ajustado automaticamente pelo YaST ou DHCP. O ajuste automático é preferencial. Porém, verifique se o arquivo tem a estrutura a seguir e se todos os endereços de rede e nomes de domínio estão corretos:
search fully_qualified_domain_name nameserver ipaddress_of_nameserver
Este arquivo pode conter mais de um endereço de servidor de nomes, mas pelo menos um deles deve estar correto para fornecer a resolução de nomes para o seu host. Se necessário, ajuste o arquivo usando o módulo Configurações de Rede do YaST (guia Nome de host/DNS).
Se a conexão de rede for gerenciada por DHCP, habilite o DHCP para mudar as informações de serviço de nomes e de nome de host selecionando e no módulo DNS e Nome de Host do YaST.
/etc/nsswitch.conf
Este arquivo informa ao Linux onde procurar informações de serviço de nomes. Ele deve ter a seguinte aparência:
... hosts: files dns networks: files dns ...
A entrada dns é essencial. Ela informa ao Linux para usar um servidor de nomes externo. Normalmente, essas entradas são gerenciadas automaticamente pelo YaST, mas convém verificar.
Se todas as entradas relevantes no host estiverem corretas, deixe o seu administrador de sistema verificar a configuração do servidor DNS para obter as informações de zona corretas. Se você verificou se a configuração DNS do seu host e o servidor DNS estão corretos, continue verificando a configuração da rede e do dispositivo de rede.
Se o sistema não puder estabelecer uma conexão a um servidor de redes e você excluiu problemas de serviço de nomes da lista de possíveis responsáveis, verifique a configuração da placa de rede.
Use o comando ip addr show dispositivo_de_rede para verificar se o dispositivo foi configurado apropriadamente. Verifique se o endereço inet com a máscara de rede (/máscara) está configurado corretamente. Um erro no endereço IP ou um bit ausente na máscara de rede inutilizam a configuração de rede. Se necessário, execute essa verificação no servidor também.
Se o hardware de rede e o serviço de nomes estiverem configurados de forma adequada e em execução, mas algumas conexões de rede externas ainda tiverem longos tempos de espera ou falharem inteiramente, use traceroute nome_completo_do_domínio (executado como root) para controlar a rota de rede tomada pelas solicitações. Esse comando lista qualquer gateway (hop) que uma solicitação da sua máquina transmitir no caminho ao seu destino. Ele lista o tempo de resposta de cada hop e se esse hop é acessível. Use uma combinação de traceroute e ping para identificar o responsável e informar aos administradores.
Após identificar a causa do problema de rede, você poderá resolvê-lo (se o problema estiver na sua máquina) ou informar os administradores de sistema da rede sobre suas descobertas para que eles possam reconfigurar os serviços ou reparar os sistemas necessários.
Se você tiver problema com a conectividade da rede, restrinja-a conforme descrito no Procedimento 30.6, “Como identificar problemas de rede”. Se tudo indicar que a culpa é do NetworkManager, faça o seguinte para obter os registros com dicas sobre o motivo da falha do NetworkManager:
Abra um shell e efetue login como root.
Reinicie o NetworkManager:
systemctl restart Network.Manager.service
Abra uma página da Web, por exemplo http://www.opensuse.org, como usuário normal para ver se você consegue se conectar.
Colete as informações sobre o estado do NetworkManager em /var/log/NetworkManager.
Para obter maiores informações sobre o NetworkManager, consulte o Capítulo 22, Usando o NetworkManager.
Problemas de dados ocorrem quando a máquina pode ou não inicializar corretamente, mas em ambos os casos, está claro que há dados corrompidos no sistema e que o sistema precisa ser recuperado. Essas situações exigem um backup dos seus dados críticos, permitindo que você recupere o estado anterior à falha do sistema. O SUSE Linux Enterprise Desktop oferece módulos do YaST dedicados para backup e restauração do sistema e um sistema de recuperação que pode ser usado para recuperar um sistema corrompido externamente.
Às vezes é necessário fazer um backup de uma partição inteira ou até do disco rígido. O Linux possui a ferramenta dd, capaz de criar uma cópia exata do seu disco. Combinada ao gzip, faz você economizar espaço.
Inicie um Shell como usuário root.
Selecione o seu dispositivo de origem. Normalmente, ele assemelha-se a /dev/sda (com a etiqueta SOURCE).
Indique onde deseja armazenar sua imagem (com a etiqueta CAMINHO_BACKUP). Esse local deverá ser diferente do dispositivo de origem. Em outras palavras: se você fizer backup de /dev/sda, seu arquivo de imagem poderá não ser armazenado em /dev/sda.
Execute os comandos para criar um arquivo de imagem compactado:
dd if=/dev/SOURCE | gzip > /BACKUP_PATH/image.gz
Recupere o disco rígido usando os seguintes comandos:
gzip -dc /BACKUP_PATH/image.gz | dd of=/dev/SOURCE
Se você precisar de apenas uma partição para o backup, substitua o marcador SOURCE pela sua respectiva partição. Nesse caso, o seu arquivo de imagem pode usar o mesmo disco rígido, só que em outra partição.
Há vários motivos pelos quais um sistema pode não ser inicializado ou executado adequadamente. Um sistema de arquivos corrompido após uma falha do sistema, arquivos de configuração corrompidos ou uma configuração de carregador de boot corrompida são os mais comuns.
Para ajudá-lo a resolver esse tipo de situação, o SUSE Linux Enterprise Desktop oferece um sistema de recuperação que você pode inicializar. que consiste em um pequeno sistema Linux que pode ser carregado em um disco de RAM e montado como um sistema de arquivos raiz, permitindo acesso externo às partições Linux. Com o sistema de recuperação, você pode recuperar ou modificar qualquer aspecto importante do sistema.
Manipule qualquer tipo de arquivo de configuração.
Verifique se há defeitos no sistema de arquivos e inicie processos de reparo automáticos.
Acesse o sistema instalado em um ambiente de “mudança de raiz”.
Verifique, modifique e reinstale a configuração do carregador de boot.
Recuperar-se de um driver de dispositivo instalado incorretamente ou um kernel inutilizável.
Redimensione as partições usando o comando parted. Encontre mais informações sobre esta ferramenta no site GNU Parted na Web http://www.gnu.org/software/parted/parted.html.
É possível carregar o sistema de recuperação a partir de várias origens e locais. A opção mais simples é inicializar o sistema de recuperação a partir do meio original de instalação.
Se a sua configuração de hardware não inclui uma unidade de DVD, você poderá inicializar o sistema de recuperação a partir de uma fonte na rede. O seguinte exemplo aplica-se a um cenário de boot remoto. Se você estiver usando outro meio de boot, como um DVD, modifique o arquivo info adequadamente e inicialize como em uma instalação normal.
Digite a configuração do seu boot PXE e adicione as linhas install=protocolo://fonte_de_instalação e rescue=1. Se precisar iniciar o sistema de recuperação, prefira repair=1. Como em uma instalação normal, protocolo significa qualquer um dos protocolos de rede suportados (NFS, HTTP, FTP, etc.) e origem_inst é o caminho da origem de instalação da rede.
Inicialize o sistema usando “Wake on LAN”, conforme descrito na Section “Wake on LAN”, Chapter 11, Remote Installation, Deployment Guide.
Digite root no prompt Rescue:. Não é necessário inserir uma senha.
Depois de acessar o sistema de recuperação, você poderá utilizar os consoles virtuais por meio das teclas Alt–F1 a Alt–F6.
Um shell e muitos outros eficientes utilitários, como o programa de montagem, estão disponíveis no diretório /bin. O diretório /sbin contém utilitários de arquivo e rede importantes para análise e conserto do sistema de arquivos. Esse diretório também inclui os binários mais importantes para a manutenção do sistema, por exemplo, fdisk, mkfs, mkswap, mount e shutdown, além do ip e do ss para a manutenção da rede. O diretório /usr/bin contém o vi editor, find, less e SSH.
Para ver as mensagens do sistema, use o comando dmesg ou exiba o registro do sistema com journalctl.
Como exemplo de uma configuração que possa ser corrigida por meio do sistema de recuperação, suponha que você tenha um arquivo de configuração defeituoso que impeça a inicialização adequada do sistema. Você pode corrigir isso usando o sistema de recuperação.
Para manipular um arquivo de configuração, faça o seguinte:
Inicie o sistema de recuperação usando um dos métodos descritos acima.
Para montar uma sistema de arquivos raiz localizado em /dev/sda6 para o sistema de recuperação, use o seguinte comando:
mount /dev/sda6 /mnt
Agora, todos os diretórios do sistema estão localizados em /mnt
Mude o diretório para o sistema de arquivos raiz montado:
cd /mnt
Abra o arquivo de configuração problemático no editor vi. Ajuste e grave a configuração.
Desmonte o sistema de arquivos raiz no sistema de recuperação:
umount /mnt
Reinicialize a máquina.
Geralmente, não é possível reparar sistemas de arquivos em um sistema em execução. Se você tiver sérios problemas, talvez não consiga montar seu sistema de arquivos raiz e a inicialização do sistema poderá ser encerrada com “kernel panic”. Nesse caso, a única maneira será reparar o sistema externamente. O sistema inclui os utilitários de verificação e conserto dos sistemas de arquivos btrfs, ext2, ext3, ext4, reiserfs, xfs, dosfs e vfat. Procure pelo comando fsck.SISTEMADEARQUIVOS. Por exemplo, se você precisar verificar o sistema de arquivos btrfs, use fsck.btrfs.
Se você precisa acessar o sistema instalado do sistema de recuperação, faça isso em um ambiente raiz de mudança. Por exemplo, para modificar a configuração do carregador de boot ou executar um utilitário de configuração de hardware.
Para configurar um ambiente de mudança de raiz com base no sistema instalado, faça o seguinte:
Primeiro monte a partição raiz do sistema instalado e do sistema de arquivos do dispositivo (mude o nome do dispositivo de acordo com as suas configurações atuais):
mount /dev/sda6 /mnt mount --bind /dev /mnt/dev
Agora, você pode “mudar a raiz” no novo ambiente:
chroot /mnt
Em seguida, monte /proc e /sys:
mount /proc mount /sys
Por fim, monte as partições restantes no sistema instalado:
mount -a
Agora, você tem acesso ao sistema instalado. Antes de reinicializar o sistema, desmonte as partições com umount e saia do ambiente de “mudança de raiz” com -aexit.
Embora você tenha acesso total aos arquivos e aplicativos do sistema instalado, há algumas limitações. O kernel em execução é o que foi inicializado com o sistema de recuperação, e não com o ambiente de mudança de raiz. Ele suporta apenas o hardware essencial e não é possível adicionar módulos do kernel do sistema instalado, a menos que as versões do kernel sejam exatamente iguais. Verifique sempre a versão do kernel em execução (recuperação) com uname -r e, em seguida, descubra se existe um subdiretório correspondente no diretório /lib/modules no ambiente raiz de mudança. Em caso positivo, você poderá usar os módulos instalados, do contrário, precisará fornecer as versões corretas em outra mídia, como um disco flash. Na maioria das vezes, a versão do kernel de recuperação é diferente da que está instalada, portanto, não é possível simplesmente acessar a placa de som, por exemplo. Também não será possível iniciar uma interface gráfica de usuário.
Observe também que você sai do ambiente de “mudança de raiz” ao percorrer o console com as teclas Alt–F1 a Alt–F6.
Às vezes, não é possível reinicializar um sistema porque a configuração do carregador de boot está corrompida. As rotinas de inicialização não podem, por exemplo, converter unidades físicas em locais reais no sistema de arquivos Linux sem um carregador de boot ativo.
Para verificar a configuração do carregador de boot e reinstalá-lo, faça o seguinte:
Execute as etapas necessárias para acessar o sistema instalado como descrito em Seção 30.6.2.3, “Acessando o sistema instalado”.
Verifique se os arquivos a seguir estão configurados corretamente de acordo com os princípios de configuração do GRUB 2, descritos no Capítulo 13, O carregador de boot GRUB 2, e aplique as correções, se necessário.
/etc/default/grub
/boot/grub2/device.map (arquivo opcional, presente apenas se criado manualmente)
/boot/grub2/grub.cfg (arquivo gerado, não o edite)
/etc/sysconfig/bootloader
Reinstale o carregador de boot usando a seguinte sequência de comandos:
grub2-mkconfig -o /boot/grub2/grub.cfg
Desmonte as partições, efetue logout do ambiente de “mudança de raiz” e reinicialize o sistema:
umount -a exit reboot
Uma atualização do kernel pode introduzir um novo bug capaz de afetar a operação do sistema. Por exemplo, um driver de parte do hardware no sistema pode estar com falha, o que o impede de acessá-lo e usá-lo. Nesse caso, reverta para o último kernel em funcionamento (se disponível no sistema) ou instale o kernel original pela mídia de instalação.
Para evitar falhas na inicialização após uma atualização do kernel com defeito, use o recurso multiversão do kernel e indique ao libzypp quais kernels deseja manter após a atualização.
Por exemplo, para sempre manter os dois últimos kernels e o kernel atual em execução, adicione
multiversion.kernels = latest,latest-1,running
ao arquivo /etc/zypp/zypp.conf. Consulte o Chapter 8, Installing Multiple Kernel Versions, Deployment Guide para obter mais informações.
Um caso semelhante é quando você precisa reinstalar ou atualizar um driver com defeito em um dispositivo não suportado pelo SUSE Linux Enterprise Desktop. Por exemplo, quando o fornecedor do hardware utiliza determinando dispositivo, como um controlador RAID de hardware, que precisa de um driver binário para ser reconhecido pelo sistema operacional. Normalmente, o fornecedor lança um DUD (Driver Update Disk — Disco de Atualização do Driver) com a versão corrigida ou atualizada do driver necessário.
Nos dois casos, você precisa acessar o sistema instalado no modo de recuperação e corrigir o problema relacionado ao kernel; do contrário, o sistema poderá não ser inicializado corretamente:
Inicialize da mídia de instalação do SUSE Linux Enterprise Desktop.
Se você estiver recuperando após uma atualização do kernel com defeito, ignore esta etapa. Se precisar usar um disco de atualização de driver (DUD), pressione F6 para carregar a atualização de driver depois que o menu de boot aparecer e, em seguida, escolha o caminho ou URL para a atualização de driver e confirme clicando em .
Escolha no menu de boot e pressione Enter. Se você usar o DUD, será solicitado a especificar o local em que a atualização de driver está armazenada.
Digite root no prompt Rescue:. Não é necessário inserir uma senha.
Monte manualmente o sistema de destino e “mude a raiz” para o novo ambiente. Para obter mais informações, consulte a Seção 30.6.2.3, “Acessando o sistema instalado”.
Se você usar o DUD, instale/reinstale/atualize o pacote de driver do dispositivo com defeito. Sempre verifique se a versão do kernel instalada corresponde exatamente à versão do driver que está instalando.
Se você estiver corrigindo uma instalação de atualização do kernel com defeito, poderá instalar o kernel original da mídia de instalação com o procedimento a seguir.
Identifique o seu dispositivo de DVD com hwinfo --cdrom e monte-o com mount /dev/sr0 /mnt.
Navegue até o diretório em que os arquivos do kernel estão armazenados no DVD, por exemplo, cd /mnt/suse/x86_64/.
Instale os pacotes necessários kernel-*, kernel-*-base e kernel-*-extra de acordo com o seu tipo, usando o comando rpm -i.
Atualize os arquivos de configuração e reinicialize o carregador de boot, se necessário. Para obter mais informações, consulte a Seção 30.6.2.4, “Modificando e reinstalando o carregador de boot”.
Remova a mídia inicializável da unidade do sistema e reinicialize-o.